SINPOSPETRO BH

FRENTISTAS REVOLTADOS COM PROPOSTA DE GANHO REAL DE 1%SEM TRATAR DE OUTROS PONTOS PODE DEFLAGAR PARALISAÇÃO

reuniao sinpospe

A proposta patronal para a Convenção Coletiva apresentada pelos patrões neste dia 12 reforça a falta de compromisso do Minaspetro, desrespeita e revolta os trabalhadores. Sentados em um lucro fabuloso e faturamento graças à mão de obra do trabalhador nos postos, a classe patronal desconsiderou toda a pauta de reivindicações da categoria e resumiu sua proposta em um ganho real de 1%, além do INPC de 4,49% para datas-base de 1º de novembro de 2025.
Querem ainda manter o mesmo valor vergonhoso da PLR, com aumento de R$ 30,00 (para R$ 660,00) e cesta básica, com aumento escandaloso de R$ 10,00 (pouco mais de um litro de gasolina), passando para R$ 240,00. Fazem vista grossa com a perda do poder de compra dos trabalhadores, com um reajuste “simbólico”, para manter intacta a extrema margem de lucros.
O Presidente do SINPOSPETRO BH, Possidônio Oliveira, deixou claro na mesa de negociações que “não se trata apenas de números, mas trata-se de valorização de uma categoria extremamente sofrida e combatente”. Ressalta que “ficou patente na mesa negociadora a total falta de reconhecimento da importância da classe operária para o funcionamento do setor, enxergando-a apenas como instrumento para a exploração de mão de obra”. Pior ainda, o presidente do Sindicato demarca que a resistência em melhorar as condições dos trabalhadores nas negociações “são exatamente aqueles patrões que pressionam trabalhadores no dia a dia, tentam suprimir direitos previstos na Convenção Coletiva, descumprem cláusulas negociadas e resistem à fiscalização sindical e ainda têm o descalabro de aparecerem, na mesa de negociações, como defensores do equilíbrio”.
Possidônio mostra a hipocrisia de donos de postos que nos últimos anos cresceram absurdamente, graças à exploração da mão de obra dos frentistas, defendendo cortes de direitos e utilizando intensamente a mão de obra para expandir seus negócios, mas comportando-se nas negociações como “santos”.

MOVIMENTO GREVISTA E
PARALISAÇÕES EM AVALIAÇÃO
O impasse diante da postura inflexível dos patrões obriga o Sindicato a buscar intermediação de órgãos como o Ministério Público do Trabalho e Superintendência Regional do Trabalho e encaminhamentos legais para paralisações e uma greve geral do setor.
Com a rejeição da proposta pelo Sindicato e a exigência de discussão dos outros pontos da convenção, nova reunião de negociações foi marcada para 27 de fevereiro, com a atual Convenção Coletiva sendo mantida até 31 de março.
O Sindicato alerta os trabalhadores que “sem luta não há direitos” e para acompanharem as negociações e estejam preparados para uma possível paralisação, caso as negociações não avancem com a classe patronal.