Os trabalhadores do posto da rede Aqui “Organizações Gualberto”, localizado na regional Pampulha, em Belo Horizonte, decidiram dizer um “basta” Revoltados com anos de abusos, assédio moral, maus-tratos e desrespeito, os frentistas cruzaram os braços e paralisaram as atividades, recusando-se a abastecer veículos em um ato legítimo de protesto por dignidade e tratamento humanizado nos locais de trabalho.
A revolta não surgiu do nada. Há muito tempo, os trabalhadores vêm denunciando ao sindicato uma série de irregularidades e práticas abusivas por parte do empregador, como:
- Supressão ilegal da cesta básica;
- Descontos abusivos nos salários, gerando redução salarial indevida;
- Cortes nos salários e adiantamentos salariais de forma abusiva e arbitrária;
- Não fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s);
- Descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT);
- Não pagamento de horas extras;
- Não concessão de vale-transporte ou similar (embora mantido o desconto do percentual de 6%);
- Falta de reajuste salarial e demais benefícios garantidos em lei e na CCT.
Além dos abusos financeiros, as condições de trabalho são alarmantes e atentam contra a dignidade humana. Os banheiros utilizados pelos trabalhadores são os mesmos dos clientes e se encontram em estado extremamente degradante. Não há refeitório em condições mínimas de higiene e salubridade. Na área de troca de óleo, existe uma vala com água parada e presença de larvas do mosquito da dengue, expondo os funcionários a sérios riscos à saúde.

Cansados do descaso e da exploração, os trabalhadores decidiram se organizar e lutar. A paralisação é um grito coletivo contra a humilhação e a negligência patronal. Os manifestantes afirmam que, se não houver mudanças imediatas, o movimento poderá se estender a outros postos da rede. Os operários do posto convocaram a todos para que comparecessem ao local e, a partir daí, manifestaram-se pacificamente, exigindo o cumprimento de seus direitos. O Sindicato está ao lado dos trabalhadores, apoiando integralmente essa luta. A entidade acompanhará de perto a situação, adotando todas as medidas necessárias – inclusive denúncias aos órgãos competentes – até que sejam garantidas condições dignas de trabalho, respeito à Convenção Coletiva e o fim dos abusos.