SINPOSPETRO BH

PATRÕES TRAVAM NOVA CONTRAPROPOSTA E NEGOCIAÇÕES DA CONVENÇÃO CONTINUAM

reuniao 27fev26

Em reunião realizada na última sexta-feira, 27 de fevereiro, mais uma vez a representação patronal não evoluiu em sua contraproposta para a Convenção Coletiva de Trabalho 2025, cuja data-base da categoria remete a 1º de novembro passado — ou seja, há quatro meses com salários e benefícios econômicos represados, penalizando os trabalhadores.


Reforçamos à representação patronal reivindicações dos trabalhadores de extrema importância, que devem ser tratadas com atenção, pois representam condições de sustentabilidade das famílias dos frentistas e até mesmo condições de trabalho humanizadas, para que o trabalho seja realizado com segurança e qualidade. O SINPOSPETRO-BH e demais sindicatos reafirmaram as reivindicações preponderantes para a continuidade das negociações:

  • Reajuste linear de 8% para todos os cargos e salários;
  • Adicional de caixa de 20%; adicional noturno de 30%;
  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 900;
  • Tíquete-refeição de R$ 15 por dia trabalhado;
  • Cesta básica de 40 quilos;
  • Adicional de 80% para horas extras;
  • Seguro de vida de R$ 40 mil; adicional de 2% por ano trabalhado;
  • Redução da jornada para 40 horas semanais;
  • Desconto máximo de 1% no vale-transporte;
  • Participação dos sindicatos nas homologações;
  • Multa de 50% por descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT);
  • Pagamento em dobro dos feriados na escala 12×36;
  • Retirada do salário de ingresso;
  • Vigência de dois anos para as cláusulas sociais e renovação anual das cláusulas econômicas.

Os patrões insistem no reajuste de 4,49% com ganho real de 1% apenas sobre o piso salarial, PLR e cesta básica. Os que ganham acima do piso teriam apenas o INPC de reajuste. Oferecem também seguro de vida de R$ 25 mil, abaixo do que os trabalhadores reivindicaram para a Convenção Coletiva.
Voltaremos à mesa de negociações com a representação patronal na próxima quarta-feira, dia 4, quando esperamos que seja destravada uma contraproposta mais justa e que a categoria saia da agonia da sua condição financeira represada nestes quatro meses. Isso exige sensibilidade e responsabilidade para que os frentistas tenham condições de arcar com suas despesas, sobretudo neste início de ano, quando somos cobrados com despesas em alta, como IPTU, IPVA, mensalidades escolares e outras.